quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fotos que ainda não foram publicadas!

Acho uma foto que retrata bem como será o filme!
Fábio discursando...
Cena de Clarice e Vinicius da Cunha.
Cena de Samuca com João Zanella.
Cena com com a atriz convidada Ilaine Melo.
Fabrício Porto, diretor de fotografia captando o áudio.
Ensaio com Robson Benta.
Primeiros ensaios com Samuca e Clara.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Saiu no Orelhada!

Texto de Rubens Herbst publicado no Jornal A Notícia dia 10 de fevereiro.

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As carinhas felizes aí na foto não denunciam, mas a sensação térmica era de 47 graus no último dia de gravações do filme “Infância de Monique”, sábado passado, nos trilhos da Estação da Memória. Os atores Robson Benta, Samuel Kühn e Clarice Steil resistiram bravamente durante mais de quatro horas sob a direção de Fábio e Fabrício Porto (na imagem, os dois primeiros à esquerda). O elenco tá liberado pra tomar ar, mas a estrada até a estreia, provavelmente no segundo semestre, ainda é longa – segundo Fabrício, pré-edição, tratamento de imagem, algumas dublagens, sonoplastia, gravação da trilha sonora e montagem final começam agora."

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O último dia de gravação - 04 de fevereiro de 2012

Fábio Porto, Fabrício Porto, Robson Benta, Clarice Steil e Samuel Kühn.
Equipe de gravação naquele sábado ensolarado...
Robson Benta se preparando para entrar em cena!
Samuel Kühn e Clarice Steil antes da gravação.
Samuca, Fábio e Murilo esperando o trem...

Debaixo de um sol de 37 graus e uma sensação térmica de 47, as últimas gravações do filme “Infância de Monique” aconteceram nos trilhos do trem, próximo à Estação da Memória. Os atores Robson Benta, Samuel Kühn e Clarice Steil resistiram bravamente durante mais de quatro horas de gravação. A seqüência do filme, gravada no último sábado, precisava de elementos cenográficos que remetem a um local isolado e como uma estação ferroviária abandonada. Acredito que foi uma boa escolha para a cena. Agora as etapas de pré-edição, tratamento de imagem, dublagem de algumas, sonoplastia, gravação da trilha sonora e montagem final terá duração de mais seis meses. Muito trabalho pela frente. Desde já agradecemos a participação de Murilo Porto que fez a foto da equipe.

domingo, 1 de janeiro de 2012

O chefe de cozinha e o dramaturgo – Por Fabrício Porto

Parece besteira, mas faça um comparativo entre um chefe de cozinha e um roteirista. O primeiro apresenta ao cliente os pratos que fazem parte do cardápio e sugere algumas combinações gastronômicas. O roteirista oferece ao expectador um cardápio pronto. O roteirista começa escolhendo o vinho, a entrada, o prato principal e a sobremesa. Como vai ser servido esse vinho ou os pratos decorrentes, fica por conta dos atores e da direção.


Costumo dizer que em algumas situações o roteirista não proporciona a degustação de cada elemento do banquete. Em alguns filmes e peças teatrais, o prato principal vem antes do vinho ou depois da sobremesa e o espectador tem que engolir o que o chefe está propondo sem poder reclamar. Em outras situações, os pratos não são permitidos serem saboreados até o fim e são retirados da mesa antes mesmo da saciedade do cliente.


Não quero aqui fazer uma crítica aos experimentalistas que ousam mudar a ordem dos pratos ou daqueles que tentam interromper a degustação de um prato principal, ou misturar sabores cítricos com salgados, ou carregar na pimenta, no açúcar ou no sal numa peça ou num filme. Simplesmente acredito que o chefe de cozinha, assim como o dramaturgo deve se preocupar com a saciedade, e a digestão do espectador.


O espectador tem que ser levado pela mão, afinal ele espera passivamente ser levado para algum lugar. Esse lugar pode ser cômodo, inquieto, perturbador ou provocador. Levar o espectador ao ambiente em que ele se sinta instigado é fundamental numa trama. Esse é o meu papel como roteirista. Surpreender com um prato diferente, inovador e tentar descobrir em outros pratos o que o chefe utilizou como tempero, buscar referências em outros pratos e tentar lembrar o que o diferencia daquele que estou provando. Em 2012 todos tenhamos um bom apetite!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Regravação dia 23 de dezembro



Clara se prepara para a seqüência do filme regravada no dia 23 de dezembro passou por nova estruturação. Tivemos que marcar a cena de forma diferente, utilizando a parte externa e elementos novos de cena. Trabalhoso fazer de novo, mas o resultado ficou melhor.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A regravação

Nesse final de semana, dia 10 de dezembro, voltamos a gravar algumas cenas do filme “Infância de Monique”. O cenário foi a rodoviária de Joinville e o centro da cidade. No dia seguinte na ilha de edição, já com parte do material editado e depois de alguns meses de gravações, podemos parar e pensar sobre o fazer cinematográfico e como o acúmulo de funções da equipe acaba afetando o percurso de uma gravação.

Umas das cenas mais importantes do filme terá que ser regravada. A importância da cena é muito grande para passarmos batido por alguns detalhes. Após a edição daquela cena fizemos uma análise do roteiro e sentimos a necessidade de fazer novamente por um conjunto de fatores que durante a gravação fizeram com que a cena não ficasse como queríamos.

Mas isso faz parte do aprendizado e do querer fazer um filme com a melhor qualidade possível e com a menor verba possível. O melhor de tudo é trabalhar com uma equipe pequena, mas com vontade de querer fazer sempre o melhor.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Documentário sobre ditadura em Joinville estreia no SESC dia 22

Estreia do documentário "Ditadura Reservada" dia 22 no SESC às 20 horas.

Personagens do filme

Samuel e Clarice (Maike e Solange)
Robson Benta (Alemão)
Ilaine Melo (Irene)
O Bebê (Monique)
João Zanella (Nilo)
Vinicius da Cunha (O cliente)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

UM DIA NOS BASTIDORES DE INFÂNCIA DE MONIQUE - Por Anna Carolina Santos

Revi acompanhou uma noite de gravações do longa joinvilense "Infância de Monique". Viaje conosco pelos bastidores


Texto e fotos por Anna Carolina Santos


Bate palmas e dá a largada com um “Vai!”

- “O que você comeu?”

- “Estou assim a semana toda.”

- “Você não ta grávida não?”

Enquanto elas conversam, a câmera captura o momento, e os fragmentos da história tomam forma. Clarice Steil Siewert é Solange, e Ilane Melo, sua amiga. A cena é repetida quantas vezes necessárias – podem ser três, ou podem ser 15. As duas mulheres são enquadradas e suas falas, caras e bocas são miradas pela câmera e capturadas pelo microfone.

Fios por toda parte, e três canhões de luz – dois do lado de dentro e um na janela de fora, que simula a luz do dia. O cenário é o pequeno banheiro da escola de teatro Dionísios, que nessa noite chuvosa se transformou no banheiro da casa de Solange. É um grupo de artistas joinvilenses fazendo a sétima arte como dá.

O baixo orçamento do projeto é compensado com o empenho. A equipe de atores e técnicos é modesta, não chega a 15 pessoas. Fazem uma ficção, gênero incomum nas produções audiovisuais dos artistas da cidade. Também estão nessa sem apoio de editais ou patrocínio.A falta de verba não inibiu os irmão Porto, atores e toda equipe de tocar o longa.

Desde o início do ano, Infância de Monique está em processo de produção. É a história de Maike e Solange. Ele é um ladrão de carros, e ela uma prostituta. Os dois têm uma filha chamada Monique, que é doada a outro casal. Maike não sabe da existência da filha, que nasceu quando estava preso, acusado de homicídio. Depois de cinco anos, Solange descobre que Monique vai se mudar para os EUA. O desespero em saber que não terá chance de vê-la novamente e o reencontro com Maike fazem com que a paixão e o ódio dos dois volte à tona.

“Fui eu quem escreveu. Na verdade, dois personagens repletos de emoções conturbadas e prontos para conflitos já trazem inspiração”, conta o jornalista e cineasta Fabrício Porto. O roteiro foi escrito respeitando a limitação de orçamento e tempo. ”Preocupei-me com os diálogos mais longos e com o menor número de locações possíveis”, conta, pensando também que só seria possível utilizando um número reduzido de atores.

As gravações, que começaram no dia 5 de setembro, são feitas combinadas com horários de atores e equipes, contando com a sorte do bom tempo também. às vezes de noite, às vezes de dia. Um dia sim, outro não, outros três dias seguidos. Os horários variam bastante. “Todos estão fazendo de graça, portanto, precisamos compreender os dias que cada um tem para gravar”, diz Fabrício.


E no set...


No set de filmagem, uma pausa para a troca do cartão de memória da câmera, que está cheio. Repetindo a cena uma, duas, e três vezes, outra pausa para o caminhão na rua passar. O ovo frito foi feito sem sal mesmo, faz parte da encenação fingir que não está insonso. Enquanto isso, resolvem a iluminação, pois está aparecendo a sombra da câmera na filmagem.

Todo equipamento é de câmeras Canon 7D Full HD, e 60D, dois microfones Boom, iluminação, quatro ou cinco Fresneis, rebatedores de "isopor", e dois tripés. “Fiz um orçamento correto de gravação. Se fossemos pagar todos e alugar equipamentos que estamos utilizando,o filme pronto sairia por 50 mil reais”, revela Fabrício. Como os equipamentos, atores, diretores e equipe técnica não receberam nada, os equipamentos são próprios ou emprestados, o custo é o mínimo.

“Na verdade, não cheguei a fazer as contas exatamente. Mas não devemos passar dos 3 mil reais”, diz. O plano é terminar as gravações em outubro, e até o final do ano finalizar o longa. Em 2012, mais um filme entra no histórico dos irmãos Porto, que já têm vários curtas e alguns documentários. E mais uma produção para o cinema independente de Joinville.


Veja a matéria de Anna Carolina Santos também no site da REVI:


http://www.ielusc.br/portal/?REVI&NOT=2275