sexta-feira, 16 de março de 2012

Entrevista no programa "À moda da casa" na UDESC FM


Hoje às 22 horas tem entrevista no programa “À moda da casa” na Rádio UDESC FM com Fabrício Porto e com o ator Robson Benta. Falamos sobre o filme “Infância de Monique” e um pouco sobre teatro, cinema e música. Não percam!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A pré-montagem do filme – Fabrício Porto


Por se tratar de um roteiro que não obedece uma sequência cronológica, a principal preocupação nessa pré-montagem é que o espectador acabe perdendo alguns detalhes fundamentais da trama. Dessa forma, a montagem poderá ajudar ou atrapalhar esse entendimento por parte de quem está vendo o filme.
Depois de algum tempo escrevendo o roteiro, auxiliado por Fábio Porto e Jura Arruda, percebo que na verdade o filme acaba tomando rumos diferentes daqueles que o roteirista imagina quando está desenvolvendo o roteiro. Algumas sequências que pareciam encaixar perfeitamente, precisam de algum adicional de imagem ou de algo que faça com que uma cena tenha ligação com a outra. Para isso, vamos ter que sentar e rever com muito cuidado algumas sequências para que o filme seja degustado com mais fluidez.    

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Filmes nacionais com baixos recursos


Segue alguns exemplos de filmes rodados com pouca grana:

“O cinema brasileiro é feito com dinheiro público, com o dinheiro de um curta se fazem quatro casas populares, com o dinheiro de um longa dá para fazer um hospital. São os trabalhadores, com seus impostos, que pagam estes filmes. Ironicamente, eles não tem dinheiro para ir ao cinema. Cinema, no Brasil, é feito para os ricos, com dinheiro dos pobres. E precisa ser feito, é função do estado garantir meios para produção cultural. Na televisão dá-se o contrário: são as grandes empresas que patrocinam os programas que milhões de brasileiros assistem todos os dias. Não de graça, é claro, eles precisam ver também os comerciais.” Jorge Furtado

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fotos que ainda não foram publicadas!

Acho uma foto que retrata bem como será o filme!
Fábio discursando...
Cena de Clarice e Vinicius da Cunha.
Cena de Samuca com João Zanella.
Cena com com a atriz convidada Ilaine Melo.
Fabrício Porto, diretor de fotografia captando o áudio.
Ensaio com Robson Benta.
Primeiros ensaios com Samuca e Clara.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Saiu no Orelhada!

Texto de Rubens Herbst publicado no Jornal A Notícia dia 10 de fevereiro.

"
As carinhas felizes aí na foto não denunciam, mas a sensação térmica era de 47 graus no último dia de gravações do filme “Infância de Monique”, sábado passado, nos trilhos da Estação da Memória. Os atores Robson Benta, Samuel Kühn e Clarice Steil resistiram bravamente durante mais de quatro horas sob a direção de Fábio e Fabrício Porto (na imagem, os dois primeiros à esquerda). O elenco tá liberado pra tomar ar, mas a estrada até a estreia, provavelmente no segundo semestre, ainda é longa – segundo Fabrício, pré-edição, tratamento de imagem, algumas dublagens, sonoplastia, gravação da trilha sonora e montagem final começam agora."

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O último dia de gravação - 04 de fevereiro de 2012

Fábio Porto, Fabrício Porto, Robson Benta, Clarice Steil e Samuel Kühn.
Equipe de gravação naquele sábado ensolarado...
Robson Benta se preparando para entrar em cena!
Samuel Kühn e Clarice Steil antes da gravação.
Samuca, Fábio e Murilo esperando o trem...

Debaixo de um sol de 37 graus e uma sensação térmica de 47, as últimas gravações do filme “Infância de Monique” aconteceram nos trilhos do trem, próximo à Estação da Memória. Os atores Robson Benta, Samuel Kühn e Clarice Steil resistiram bravamente durante mais de quatro horas de gravação. A seqüência do filme, gravada no último sábado, precisava de elementos cenográficos que remetem a um local isolado e como uma estação ferroviária abandonada. Acredito que foi uma boa escolha para a cena. Agora as etapas de pré-edição, tratamento de imagem, dublagem de algumas, sonoplastia, gravação da trilha sonora e montagem final terá duração de mais seis meses. Muito trabalho pela frente. Desde já agradecemos a participação de Murilo Porto que fez a foto da equipe.

domingo, 1 de janeiro de 2012

O chefe de cozinha e o dramaturgo – Por Fabrício Porto

Parece besteira, mas faça um comparativo entre um chefe de cozinha e um roteirista. O primeiro apresenta ao cliente os pratos que fazem parte do cardápio e sugere algumas combinações gastronômicas. O roteirista oferece ao expectador um cardápio pronto. O roteirista começa escolhendo o vinho, a entrada, o prato principal e a sobremesa. Como vai ser servido esse vinho ou os pratos decorrentes, fica por conta dos atores e da direção.


Costumo dizer que em algumas situações o roteirista não proporciona a degustação de cada elemento do banquete. Em alguns filmes e peças teatrais, o prato principal vem antes do vinho ou depois da sobremesa e o espectador tem que engolir o que o chefe está propondo sem poder reclamar. Em outras situações, os pratos não são permitidos serem saboreados até o fim e são retirados da mesa antes mesmo da saciedade do cliente.


Não quero aqui fazer uma crítica aos experimentalistas que ousam mudar a ordem dos pratos ou daqueles que tentam interromper a degustação de um prato principal, ou misturar sabores cítricos com salgados, ou carregar na pimenta, no açúcar ou no sal numa peça ou num filme. Simplesmente acredito que o chefe de cozinha, assim como o dramaturgo deve se preocupar com a saciedade, e a digestão do espectador.


O espectador tem que ser levado pela mão, afinal ele espera passivamente ser levado para algum lugar. Esse lugar pode ser cômodo, inquieto, perturbador ou provocador. Levar o espectador ao ambiente em que ele se sinta instigado é fundamental numa trama. Esse é o meu papel como roteirista. Surpreender com um prato diferente, inovador e tentar descobrir em outros pratos o que o chefe utilizou como tempero, buscar referências em outros pratos e tentar lembrar o que o diferencia daquele que estou provando. Em 2012 todos tenhamos um bom apetite!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Regravação dia 23 de dezembro



Clara se prepara para a seqüência do filme regravada no dia 23 de dezembro passou por nova estruturação. Tivemos que marcar a cena de forma diferente, utilizando a parte externa e elementos novos de cena. Trabalhoso fazer de novo, mas o resultado ficou melhor.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A regravação

Nesse final de semana, dia 10 de dezembro, voltamos a gravar algumas cenas do filme “Infância de Monique”. O cenário foi a rodoviária de Joinville e o centro da cidade. No dia seguinte na ilha de edição, já com parte do material editado e depois de alguns meses de gravações, podemos parar e pensar sobre o fazer cinematográfico e como o acúmulo de funções da equipe acaba afetando o percurso de uma gravação.

Umas das cenas mais importantes do filme terá que ser regravada. A importância da cena é muito grande para passarmos batido por alguns detalhes. Após a edição daquela cena fizemos uma análise do roteiro e sentimos a necessidade de fazer novamente por um conjunto de fatores que durante a gravação fizeram com que a cena não ficasse como queríamos.

Mas isso faz parte do aprendizado e do querer fazer um filme com a melhor qualidade possível e com a menor verba possível. O melhor de tudo é trabalhar com uma equipe pequena, mas com vontade de querer fazer sempre o melhor.